sexta-feira, 1 de julho de 2011
Ao passar do tempo, as pessoas se tornam frias, com o tempo aprendem a esconder sentimentos, e se acostumam com sorrisos falsos e frios, isso porque o medo de sofrer é maior do que a vontade de viver momentos marcantes. As pessoas ultimamente andam todas iguais, falam do mesmo jeito, se vestem do mesmo jeito, pensam do mesmo jeito, com os mesmos preconceitos, as mesmas banalidades, os mesmos pensamentos, os mesmos olhares frios e com ar de falsidade. Hoje em dia é muito difícil você realmente encontrar alguém por quem valerá a pena lutar, pois as pessoas estão robotizadas, escondendo o que sentem, não vou dizer que sou diferente pois muitas vezes escondo o que realmente sinto, dou um sorriso falso e com o olhar frio digo que está tudo bem, e isso entre as pessoas acaba se tornando normal, uma rotina... E sim, isso é ruim pois você jamais confiará em alguém que nem ao mesmo tenta ser verdadeiro, você jamais irá confiar em um ser humano cuja as atitudes são de uma máquina dura e fria.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Eu vim aqui me buscar. E aqui parecia ser longe, muito longe do lugar onde eu estava, o medo costuma ver as distâncias com lente de aumento. Vim aqui me buscar porque a insatisfação me perguntava incontáveis vezes o que eu iria fazer para transformá-la e chegou um momento em que eu não consegui mais lhe dizer simplesmente que eu não sabia. Vim aqui me buscar porque cansei de fazer de conta que eu não tinha nenhuma responsabilidade com relação ao padrão repetitivo da maioria das circunstâncias difíceis que eu vivenciava. Vim aqui me buscar porque a vida se tornou tediosa demais. Opaca demais. Cansativa demais. Encolhida.
Vim aqui me buscar porque, para onde quer que eu olhasse, eu não me encontrava. Porque sentia uma saudade tão grande que chegava a doer e, embora persistisse em acreditar que ela reclamava de outras ausências, a verdade é que o tempo inteirinho ela falava da minha falta de mim. Vim aqui me buscar porque percebi que estava muito distante e que a prioridade era eu me trazer de volta. Isso, se quisesse experimentar contentamento. Se quisesse criar espaço, depois de tanto aperto. Se quisesse sentir o conforto bom da leveza, depois de tanto peso suportado. Se quisesse crescer no amor.
Vim aqui me buscar, com medo e coragem. Com toda a entrega que me era possível. Com a humildade de quem descobre se conhecer menos do que supunha e com o claro propósito de se conhecer mais. Vim aqui me buscar para varrer entulhos. Passar a limpo alguns rascunhos. Resgatar o viço do olhar. Trocar de bem com a vida. Rir com Deus, outra vez. Vim aqui me buscar para não me contentar com a mesmice. Para dizer minhas flores. Para não me surpreender ao me flagrar feliz. Para ser parecida comigo. Para me sentir em casa, de novo.
Vim aqui me buscar. Aqui, no meu coração.
Ela é estranha. Tem olhos hipnóticos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor.
domingo, 26 de junho de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
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